{"id":4177,"date":"2024-09-05T07:35:00","date_gmt":"2024-09-05T07:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/radiosisal.com\/br\/?p=4177"},"modified":"2024-09-05T10:11:02","modified_gmt":"2024-09-05T10:11:02","slug":"energia-alimentos-e-transporte-como-a-maior-seca-da-historia-afeta-a-economia-e-o-seu-bolso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiosisal.com\/br\/2024\/09\/05\/energia-alimentos-e-transporte-como-a-maior-seca-da-historia-afeta-a-economia-e-o-seu-bolso\/","title":{"rendered":"ENERGIA, ALIMENTOS E TRANSPORTE: COMO A MAIOR SECA DA HIST\u00d3RIA AFETA A ECONOMIA E O SEU BOLSO"},"content":{"rendered":"\n<p>O solo seco e os baixos n\u00edveis dos rios prejudicam n\u00e3o s\u00f3 a irriga\u00e7\u00e3o e safras no campo, mas tamb\u00e9m a gera\u00e7\u00e3o de energia e o deslocamento de cargas pelo pa\u00eds. Tudo tem reflexo na cadeia de produ\u00e7\u00e3o e, por consequ\u00eancia, na infla\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil enfrenta&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/meio-ambiente\/noticia\/2024\/08\/31\/brasil-enfrenta-a-maior-seca-da-historia-diz-orgao-do-governo-federal.ghtml\">a p<\/a><a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/meio-ambiente\/noticia\/2024\/08\/31\/brasil-enfrenta-a-maior-seca-da-historia-diz-orgao-do-governo-federal.ghtml\">ior seca de sua hist\u00f3ria recente<\/a>, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). E a previs\u00e3o dos meteorologistas \u00e9 de que as ondas de calor e a estiagem&nbsp;<strong>permane\u00e7am em quase todo o pa\u00eds pelo menos at\u00e9 novembro.<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio preocupa e pode levar a uma s\u00e9rie de reflexos negativos na economia brasileira. O solo seco e os baixos n\u00edveis dos rios prejudicam n\u00e3o s\u00f3 as safras agr\u00edcolas como tamb\u00e9m a gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, o custo de combust\u00edveis e o transporte de cargas pelo pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa jun\u00e7\u00e3o de fatores tem reflexo direto no bolso dos brasileiros, em especial, os mais pobres. S\u00e3o impactos na cadeia produtiva de alimentos e nos custos de empresas por todo o pa\u00eds, que geram um aumento de custos b\u00e1sicos do dia a dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2021,&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/fantastico\/noticia\/2021\/07\/04\/pior-seca-no-brasil-em-91-anos-acende-alerta-existe-o-risco-de-um-novo-apagao.ghtml\">o \u00faltimo momento de crise en\u00e9rgetica mais grave<\/a>, a seca provocou um aumento de 21,21% na energia el\u00e9trica residencial, que foi o segundo subitem de maior contribui\u00e7\u00e3o para a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds. S\u00f3 perdeu para a gasolina, que avan\u00e7ou 47,49%.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele ano, o IPCA chegou a&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2022\/01\/11\/ipca-inflacao-oficial-fecha-2021-em-1006percent.ghtml\">10,06%, maior n\u00edvel desde 2015<\/a>. De olho na seca de tr\u00eas anos atr\u00e1s e no cen\u00e1rio atual,&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/09\/03\/brasil-nao-tera-no-ano-que-vem-crise-energetica-como-a-que-atravessou-em-2021-diz-ministro.ghtml\">o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, tentou tranq<\/a><a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/09\/03\/brasil-nao-tera-no-ano-que-vem-crise-energetica-como-a-que-atravessou-em-2021-diz-ministro.ghtml\">uilizar agentes do mercado e produtores<\/a>&nbsp;nesta ter\u00e7a-feira (3).<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;N\u00f3s n\u00e3o atravessaremos em 2025 o que aconteceu em 2021&#8221;, disse.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>At\u00e9 \u00e9 poss\u00edvel que os patamares n\u00e3o sejam os mesmos, mas a infla\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o latente e que ganha novo refor\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em julho,&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/08\/09\/ipca-precos-sobem-038percent-em-julho.ghtml\">o acumulado do IPCA para a janela de 12 meses chegou a 4,50%<\/a>,&nbsp;<strong>no teto do intervalo permitido pela meta perseguida pelo&nbsp;<\/strong><a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/banco-central-do-brasil\/\"><strong>Banco Central do Brasil<\/strong><\/a><strong>&nbsp;(BC).&nbsp;<\/strong>Caso ela permane\u00e7a elevada, o BC pode ser obrigado a manter os juros b\u00e1sicos do pa\u00eds em n\u00edveis mais altos para controlar os pre\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o forte resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre,&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/09\/03\/pib-do-brasil-cresce-14percent-no-2-trimestre-de-2024-diz-ibge.ghtml\">uma alta de 1,4% no per\u00edodo<\/a>, mostra que o consumo segue forte e amplia os receios de que a infla\u00e7\u00e3o esteja prestes a sair da meta do BC.&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/09\/03\/pib-do-brasil-cresce-14percent-no-2-trimestre-de-2024-diz-ibge.ghtml\">O mercado financeiro, inclusive, j\u00e1 aposta em uma alta nos juros<\/a>&nbsp;em setembro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nesta reportagem voc\u00ea vai entender, em um contexto j\u00e1 complexo, quais os poss\u00edveis efeitos econ\u00f4micos da maior seca da hist\u00f3ria:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\ud83d\udca1 Os impactos na gera\u00e7\u00e3o de energia<\/li>\n\n\n\n<li>\ud83c\udf3e As safras \u2014 e os alimentos que ficam mais caros<\/li>\n\n\n\n<li>\ud83d\udea2 As cadeias log\u00edsticas impactadas<\/li>\n\n\n\n<li>\ud83d\udcc8 A press\u00e3o sobre infla\u00e7\u00e3o e juros<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os impactos na gera\u00e7\u00e3o de energia<\/h2>\n\n\n\n<p>Alexandre Maluf, economista da XP Investimentos, afirma que&nbsp;<strong>a principal consequ\u00eancia inicial da seca \u00e9 o encarecimento da conta de luz.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conforme&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/08\/30\/apos-tres-anos-governo-volta-a-acionar-bandeira-vermelha-na-conta-de-luz-energia-fica-mais-cara.ghtml\">mostrou o&nbsp;<strong>g1<\/strong><\/a>, a bandeira tarif\u00e1ria foi alterada de &#8220;verde&#8221;, em que n\u00e3o h\u00e1 cobran\u00e7a extra pelo consumo de energia, para a &#8220;vermelha patamar 2&#8221;, a mais cara e que adiciona R$ 7,88 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos pelas fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00faltima vez que o governo acionou a bandeira vermelha foi justamente em agosto de 2021 \u2014 \u00e9poca de crise h\u00eddrica. A situa\u00e7\u00e3o era t\u00e3o grave que, um m\u00eas depois,&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/crise-da-agua\/noticia\/2021\/08\/31\/governo-anuncia-criacao-da-bandeira-tarifaria-escassez-hidrica-acima-da-vermelha-patamar-2.ghtml\">a Aneel chegou a criar a bandeira &#8220;escassez h\u00eddrica&#8221;<\/a>, ainda mais cara, para atender ao sistema el\u00e9trico nacional em situa\u00e7\u00e3o severa de seca.<\/p>\n\n\n\n<p>Um aumento como esse acontece diante da import\u00e2ncia das hidrel\u00e9tricas para o Brasil. Elas s\u00e3o a principal fonte de energia do pa\u00eds, com 51,6% do total da carga produzida, segundo dados atualizados do Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico (ONS).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda no v\u00eddeo abaixo como funciona o sistema brasileiro de transmiss\u00e3o de energia:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/imasdk.googleapis.com\/js\/core\/bridge3.664.0_pt_br.html#goog_1600485036\">https:\/\/imasdk.googleapis.com\/js\/core\/bridge3.664.0_pt_br.html#goog_1600485036<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><video muted=\"\" preload=\"none\" playsinline=\"playsinline\" poster=\"https:\/\/s02.video.glbimg.com\/x360\/11874653.jpg\"><\/video><\/p>\n\n\n\n<p>Para essa modalidade de gera\u00e7\u00e3o de energia, a principal mat\u00e9ria-prima \u00e9, justamente, a \u00e1gua.&nbsp;<strong>&#8220;O clima desempenha um papel crucial nos pre\u00e7os da energia&#8221;<\/strong>, destaca Gustavo Sozzi, engenheiro e presidente do Grupo Lux Energia.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a falta de chuvas, a quantidade de \u00e1gua nos reservat\u00f3rios cai e a capacidade de gerar energia diminui. Para compensar essa perda, o pa\u00eds recorre a fontes alternativas, como as termel\u00e9tricas \u2014 que s\u00e3o mais caras e menos eficientes.<\/p>\n\n\n\n<p>O uso das termel\u00e9tricas eleva os custos de produ\u00e7\u00e3o, aumentando as bandeiras tarif\u00e1rias e, consequentemente, a conta de luz, explica o engenheiro. Quanto menor a capacidade hidrel\u00e9trica, portanto, maior ser\u00e1 a bandeira e o pre\u00e7o cobrado pela energia.<strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O especialista tamb\u00e9m refor\u00e7a que as perspectivas para os pr\u00f3ximos meses n\u00e3o s\u00e3o boas. Mesmo que as chuvas voltem em outubro, a estiagem prevista para setembro ir\u00e1 reduzir ainda mais os n\u00edveis dos reservat\u00f3rios e deixar o solo (das regi\u00f5es j\u00e1 secas) ainda mais duro, o que prejudica a recupera\u00e7\u00e3o durante as chuvas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Esperamos que, a partir do in\u00edcio de outubro, as chuvas retornem ao pa\u00eds com mais intensidade. Mas isso, inicialmente, n\u00e3o significar\u00e1 redu\u00e7\u00e3o no custo da energia.&nbsp;<strong>Precisaremos de uma sequ\u00eancia de alguns meses com boas chuvas para normalizar a situa\u00e7\u00e3o<\/strong>&#8220;, pontua Sozzi.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As safras \u2014 e os alimentos que ficam mais caros<\/h2>\n\n\n\n<p>Outro grande problema da estiagem \u00e9 o&nbsp;<strong>desabastecimento de produtos agr\u00edcolas<\/strong>, resultado das quebras de safras e perda de alimentos. Os preju\u00edzos na produ\u00e7\u00e3o causam os chamados &#8220;choques de oferta&#8221;, que acontecem quando um produto passa a ter uma disponibilidade menor no mercado \u2014 e, por isso, seus pre\u00e7os sobem.<\/p>\n\n\n\n<p>Os&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/agronegocios\/noticia\/2024\/08\/26\/onda-de-incendios-em-sp-provocou-perdas-de-r-1-bilhao-na-agropecuaria-diz-governo-estadual.ghtml\">recentes inc\u00eandios no interior de S\u00e3o Paulo&nbsp;<\/a>tamb\u00e9m podem&nbsp;<strong>exercer uma press\u00e3o sobre o pre\u00e7o da cana-de-a\u00e7\u00facar, mat\u00e9ria-prima utilizada para produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar e etanol.<\/strong>&nbsp;Caso o fogo seja controlado, no entanto, o impacto ser\u00e1 pontual e n\u00e3o dever\u00e1 pesar sobre a infla\u00e7\u00e3o, pondera o economista.<\/p>\n\n\n\n<p>Alexandre Pires, do Ibmec, destaca que a extens\u00e3o da seca \u2014 presente em quase todo o pa\u00eds \u2014 tende a&nbsp;<strong>prejudicar, principalmente, produ\u00e7\u00f5es como soja, gado e itens de hortifruti<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Neste ano, vamos ter uma quebra de safra por conta da seca, que j\u00e1 vem se intensificando ao longo dos \u00faltimos meses. H\u00e1 uma generaliza\u00e7\u00e3o da estiagem&#8221;, comenta o professor.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Como mostrou reportagem do&nbsp;<strong>g1<\/strong>, a estiagem prejudica, sobretudo,&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/agronegocios\/noticia\/2024\/08\/31\/carne-feijao-laranja-maior-seca-dos-ultimos-44-anos-deve-encarecer-alimentos-dizem-especialistas.ghtml\">os pequenos produtores, que n\u00e3o possuem um sistema de irriga\u00e7\u00e3o para lidar com a seca.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 13% da \u00e1rea da agricultura nacional tem essa estrutura, mas \u00e9 dominada pelos grandes produtores focados em exporta\u00e7\u00e3o. \u00c9 a agricultura familiar, no entanto, a respons\u00e1vel por alimentar a maioria dos brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Alexandre Maluf, da XP, comenta que as planta\u00e7\u00f5es de soja e milho podem ter uma melhora nas condi\u00e7\u00f5es j\u00e1 a partir de outubro, caso as chuvas se normalizem. Um prolongamento da seca, por outro lado, poder\u00e1 encarecer ainda mais essas culturas.As cadeias log\u00edsticas impactadas<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos de log\u00edstica, a seca prejudica principalmente o escoamento da produ\u00e7\u00e3o industrial na Zona Franca de Manaus, onde os rios est\u00e3o em n\u00edveis alarmantes.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Isso acaba atrapalhando a oferta de insumos para a ind\u00fastria no Centro-Sul, principalmente no Sudeste&#8221;, diz Alexandre Maluf, da XP.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O economista comenta que, por isso, alguns produtos devem sofrer &#8220;estresse na cadeia log\u00edstica&#8221; \u2014 ou seja, uma menor oferta de alguns itens, porque o transporte vem sendo prejudicado pela seca.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os produtos que devem sentir mais esses impactos, Maluf destaca:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Equipamentos eletr\u00f4nicos;<\/li>\n\n\n\n<li>Insumos para a ind\u00fastria;<\/li>\n\n\n\n<li>Motope\u00e7as;<\/li>\n\n\n\n<li>Autope\u00e7as.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Para o economista, no entanto, mesmo que a situa\u00e7\u00e3o gere um impacto inflacion\u00e1rio, deve ser algo de &#8220;curto prazo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o professor Alexandre Pires, do Ibmec, destaca que o modal de transporte hidrovi\u00e1rio \u00e9 muito importante para a regi\u00e3o Norte, e que o baixo volume dos rios afeta diretamente a economia local. A seca na regi\u00e3o tem afetado, por exemplo,&nbsp;<strong>o transporte de itens de sa\u00fade p\u00fablica.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conforme mostrou o&nbsp;<strong>g1&nbsp;<\/strong>em agosto, a estiagem severa&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/am\/amazonas\/noticia\/2024\/08\/12\/seca-atrasa-entrega-de-oxigenio-e-medicamentos-em-hospital-no-interior-do-am.ghtml\">atrasou a entrega de oxig\u00eanio e medicamentos no munic\u00edpio de Envira, no interior do Amazonas<\/a>. Al\u00e9m disso, os rios mais secos causaram desabastecimento na cidade e&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/am\/amazonas\/noticia\/2024\/08\/12\/seca-atrasa-entrega-de-oxigenio-e-medicamentos-em-hospital-no-interior-do-am.ghtml\">fez os pre\u00e7os de a<\/a><a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/am\/amazonas\/noticia\/2024\/08\/12\/seca-atrasa-entrega-de-oxigenio-e-medicamentos-em-hospital-no-interior-do-am.ghtml\">lguns alimentos saltarem de mais de 100%<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, Pires comenta que&nbsp;<strong>a seca pode exigir aten\u00e7\u00e3o do governo federal para as comunidades da regi\u00e3o<\/strong>, que dependem do rio para sobreviver economicamente. Isso, segundo o professor, pode gerar uma press\u00e3o por aux\u00edlios para a subsist\u00eancia dessa popula\u00e7\u00e3o durante a estiagem, impactando mais as contas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A press\u00e3o sobre infla\u00e7\u00e3o e juros<\/h2>\n\n\n\n<p>Alexandre Pires, do Ibmec, afirma que h\u00e1&nbsp;<strong>uma tend\u00eancia cada vez maior<\/strong>&nbsp;de que a infla\u00e7\u00e3o fique acima da meta do Banco Central devido aos &#8220;choques adversos&#8221; que o Brasil tem enfrentado.<\/p>\n\n\n\n<p>O centro da meta do BC para 2024 \u00e9 de uma infla\u00e7\u00e3o de 3%. No entanto, ela ser\u00e1 considerada cumprida se terminar o ano em um intervalo entre 1,5% e 4,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados mais recentes, de julho, mostram que a\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/08\/09\/ipca-precos-sobem-038percent-em-julho.ghtml\">infla\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses foi de exatos 4,5%<\/a>.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A principal ferramenta do Banco Central para controlar a infla\u00e7\u00e3o \u00e9 a taxa Selic \u2014 que&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/07\/31\/copom-mantem-selic-em-1050percent-ao-ano-em-decisao-ja-esperada-pelo-mercado.ghtml\">est\u00e1, atualmente, em 10,50% ao ano<\/a>. Esse \u00e9 o referencial usado por bancos e institui\u00e7\u00f5es financeiras para, por exemplo, balizar a oferta de cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por isso, quanto mais elevada a taxa, mais caro fica para pessoas e empresas tomarem cr\u00e9dito<\/strong>&nbsp;\u2014 o que diminui investimentos e o consumo das fam\u00edlias. Em geral, esse ciclo se reflete na economia do pa\u00eds, com uma atividade econ\u00f4mica mais fraca.<\/p>\n\n\n\n<p>O economista Alexandre Maluf, da XP, avalia que, caso a seca severa permane\u00e7a, a soma de fatores poder\u00e1, sim, significar um aumento de press\u00e3o sobre o BC para manter a Selic em n\u00edveis elevados.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Mas ainda \u00e9 cedo para apontarmos se o cen\u00e1rio vai mudar ou n\u00e3o a cabe\u00e7a do Banco Central&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Pires, do Ibmec, lembra que a institui\u00e7\u00e3o leva em conta uma s\u00e9rie de dados para sua decis\u00e3o sobre os juros, o que inclui fatores nacionais e internacionais.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Como h\u00e1 uma tend\u00eancia de os juros norte-americanos ca\u00edrem, n\u00e3o deve haver um aumento da taxa por aqui. A tend\u00eancia \u00e9 que os juros continuem como est\u00e3o, apesar das press\u00f5es inflacion\u00e1rias&#8221;, diz o economista.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong><em>Mat\u00e9ria do G1<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O solo seco e os baixos n\u00edveis dos rios prejudicam n\u00e3o s\u00f3 a irriga\u00e7\u00e3o e safras no campo, mas tamb\u00e9m a gera\u00e7\u00e3o de energia e o deslocamento de cargas pelo pa\u00eds. Tudo tem reflexo na cadeia de produ\u00e7\u00e3o e, por consequ\u00eancia, na infla\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. 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